Ensinar inglês é impossível! Entenda o por quê

Sem um envolvimento ativo do aluno na busca pela fluência, nenhum professor consegue ensinar inglês. Descubra a importância da exposição ao inglês para o aprendizado eficiente.

Ensinar inglês é impossível! Entenda o por quê

Ensinar inglês é impossível, porque não há como o aluno aprender de forma passiva. Para o alcance da fluência, o interessado em aprender a língua inglesa deve dedicar-se ativamente e se expor de forma natural ao idioma.

Todos os professores de inglês, cursos, centro de idiomas e escolas sabem que a exposição ao idioma é fundamental para que a fluência seja alcançada. Bem como a participação ativa do aluno no processo de ensino-aprendizagem.

Com a tecnologia digital presente na vida da maioria das pessoas, essa exposição tornou-se corriqueira, sendo normal no dia a dia termos contato com algumas palavras da língua inglesa.

Tanto que alguns termos e expressões em inglês são internalizados sem tradução para o vocabulário brasileiro. Online, feedback, crush, check-in, delivery. A lista de termos é imensa!

Entenda a importância da exposição ao idioma para o alcance da fluência e descubra porque ensinar inglês é impossível.

Cursos de inglês e metodologias
Ensinar inglês: a importância da exposição ao idioma

Cursos de inglês e metodologias

Todos os caminhos levam a Roma, diz a famosa expressão para explicar que todas as alternativas de que dispomos nos levam ao mesmo destino.

Mas mesmo na época do Império Romano, é bem provável que, algumas das inúmeras estradas que cercavam a cidade, fossem mais fáceis de transitar do que outras.

Ao pesquisar no Google sobre cursos de inglês, você vai receber uma verdadeira enxurrada de opções. São inúmeras metodologias, métodos, promessas.

Há uma verdadeira abundância de cursos voltada para os mais diversos públicos-alvo. Cada um tentando atender às necessidades específicas dos diferentes grupos.

Crianças, jovens, adultos, profissionais, viajantes, professores, empresários, cientistas, com disponibilidade de mais ou menos tempo, com algum conhecimento do idioma ou nenhum.

Apesar de pequenas ou grandes diferenças na metodologia adotada por cada escola, centro de idiomas, ou softwares, é um denominador comum reconhecer que, quanto maior a exposição ao idioma, mais rápido e facilmente este será aprendido pelo estudante.

Diante das demandas modernas do mundo globalizado, cada vez mais pessoas sentem o desejo – ou necessidade – de aprender a língua inglesa, por compreenderem que adquirir essa habilidade pode ser a peça imprescindível para a construção da ponte que une sonhos à realidade.

Do mesmo modo, percebe-se um aumento na busca pelo aprendizado ativo, através de metodologias ativas e autodidatismo, seguindo a ideia do movimento Cultura Maker.

Você vai entender, a seguir, por que ensinar inglês é impossível e como a exposição ao idioma é a melhor forma de aprender uma língua.

Ensinar inglês: a importância da exposição ao idioma

Ilustração: Assista a filmes legendados em inglês para aumentar a exposição ao idioma!
Assista a filmes legendados em inglês para aumentar a exposição ao idioma!

Para muitas pessoas, a trajetória de aprendizagem da língua inglesa se inicia no caminho tradicional: sala de aula, livro didático e metodologias tradicionais.

Já para outros, cada vez mais, o aprendizado da língua vai acontecendo naturalmente pelo contato constante e frequente com o idioma.

Esse contato se dá através de filmes, seriados, vídeos, músicas, livros, revistas, sites estrangeiros, entre outros meios.

Vocabulário e expressões vão se tornando cada vez mais familiares, com a facilidade de acompanhá-los com legendas e assim ir compreendendo seu significado.

Dessa forma, sem perceber, cria-se um terreno fértil para o início de um estudo sistematizado.

No mundo cada vez mais tecnológico, já é uma cena comum ver crianças pequenas utilizando celulares, tablets, navegando pela internet, usando jogos de computador, dominando aparelhos tecnológicos e assim, tendo contato com o inglês.

Se por um lado essa inserção precoce e excessiva no mundo da tecnologia pode trazer riscos para o desenvolvimento das crianças, por outro, esse contato com jogos ou plataformas em inglês, faz com que as crianças se familiarizem desde cedo com a língua.

Essa interação com o idioma ocorre no período da vida em que isso é biologicamente mais natural, como apontam as neurociências. Pela incorporação paulatina e frequente dos novos fonemas (sons do idioma novo), o aprendizado da língua se beneficia.

Essa absorção natural e sequencial, pela exposição à segunda língua, e sua prática, parece ser o melhor caminho para adquirir proficiência. Com o uso da internet, é muito fácil, para qualquer pessoa, incrementar essa exposição.

Tudo está ao alcance, com apenas alguns cliques. Filmes, seriados, matérias, artigos, vídeos de falantes nativos de inglês, músicas.

Essa aproximação, se acompanhada da orientação de um professor e um método que guie o aluno pelos diferentes níveis de aprendizado, vai compor um ambiente muito favorável para adquirir a desejada fluência.

No entanto, deve-se ter em mente que ensinar inglês é impossível. Inglês não pode ser ensinado! Isso porque língua não é algo que se ensina, mas que se aprende.

Assim como você aprendeu a falar sua língua materna sem que alguém lhe ensinasse, para alcançar a fluência no inglês o caminho não é muito diferente.

O auxílio de metodologias eficientes e de um professor não bastam para que o aluno domine a nova língua. O aluno precisa aprender ativamente, ter o maior contato possível com o idioma e se dedicar.

Não se trata de um enfrentamento ao papel do professor de língua estrangeira. Mas sim de destacar que, aprender uma língua do modo como aprendemos nossa língua mãe, é a forma mais eficiente.

E, com certeza, nós não aprendemos a falar português, quando crianças porque nossos pais nos ensinaram gramática, verbos, vocabulário. A gente aprendeu ouvindo e falando. Naturalmente.

Portanto, uma vez que ensinar inglês é impossível, o aluno deve procurar aprender o idioma através da exposição natural à língua, apoiando-se em metodologias ativas de aprendizagem, podendo contar ainda com a ajuda da tecnologia para o alcance da fluência.

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