CEFR: o que é o Quadro Comum Europeu e qual a importância

Entenda a importância desse parâmetro internacional de proficiência, conheça sua origem e seus critérios.

CEFR: o que é o Quadro Comum Europeu e qual a importância

Se você estuda ou já estudou algum idioma, além do nativo, é muito provável que tenha ouvido falar do Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas – QCERL ou, em inglês, Common European Framework of Reference for Languages – CEFR.

De forma resumida, pode ser descrito como um padrão europeu, internacionalmente reconhecido, para descrever habilidades linguísticas ou a proficiência em um idioma.

É uma ferramenta criada para medir os conhecimentos de uma determinada língua da maneira mais objetiva possível, de forma que os diferentes credenciamentos linguísticos sejam similares.

Aprender uma língua deixou há muito tempo de ser apenas a memorização de vocábulos e gramática. Assim, uma métrica para qualificar a proficiência deve considerar aspectos referentes à comunicação, à competência cultural e capacidades que caracterizam um determinado perfil.

Conheça a seguir o que é CEFR, saiba como ele funciona e qual a sua importância!

CEFR e sua importância
CEFR: teste e níveis de proficiência
CEFR e a Era Digital

CEFR e sua importância

O projeto para a criação do Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas teve início em 1991, por iniciativa do governo federal suíço.

Seu documento final elaborado pelo Conselho da Europa e apresentado para a União Europeia em 2001, ano que foi declarado Ano Europeu das Línguas.

Naquele evento, a União Europeia, UNESCO e o Conselho da Europa discutiram a importância do ensino de idiomas para o desenvolvimento pessoal e para atender às mudanças econômicas, sociais e culturais na sociedade, incluindo o desafio decorrente da grande mobilidade internacional.

Com a expansão da internet, na chamada Era Digital, o processo de globalização já iniciado foi acelerado de maneira exponencial, fazendo com que as barreiras geográficas fossem rompidas, dando origem a uma crescente liberdade de acesso a diferentes culturas e contextos sociais.

Rápida e progressivamente, foram se estreitando as relações pessoais, comerciais, profissionais, econômicas e governamentais entre países e até mesmo entre continentes.

Nessa migração de informações, o conhecimento também passou a ser uma construção conjunta, a partir da troca e compartilhamento de costumes e informações.

Para atender a essa sociedade globalmente constituída, com a consequente internacionalização do conhecimento, intercâmbios entre instituições de ensino e pesquisa foram se multiplicando.

Para a mensuração nos exames de proficiência, o CEFR surgiu como importante ferramenta para demonstrar o plurilinguismo dos alunos e profissionais, trazendo transparência, correspondência e clareza nas certificações.

CEFR: teste e níveis de proficiência

O Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas é utilizado no mundo todo para descrever as habilidades de um aluno na língua, uma vez que permite medir o nível de compreensão e expressão oral e escrita.

Segundo o quadro, os alunos podem ser classificados em três grandes categorias (CEFR levels):

  1. A (Basic, ou Utilizador Básico)
  2. B (Independent, ou Utilizador Independente)
  3. C (Proficient, ou Utilizador Proficiente)

Cada um desses três níveis se subdivide em outros dois (A1, A2, B1, B2, C1 e C2). Dessa forma, pode-se chegar a uma estratificação mais precisa, perfazendo uma escala com um total de seis níveis.

Imagem mostrando os níveis do CEFR, do A1 ao C2.
CEFR: níveis de proficiência.

Entre os conceitos teóricos utilizados no CEFR, está o da competência, entendida como o conhecimento mínimo necessário para executar determinadas tarefas. Vejamos a seguir quais são essas competências para cada nível.

  • Nível A - Falante ou utilizador básico: é aquele que consegue comunicar-se através de frases simples, mas que ainda não tem independência suficiente para articular um discurso. Utiliza enunciados simples e compreende expressões, desde que se trate de um tema que seja familiar e não se entre em detalhes técnicos.
  • Nível B – Utilizador ou Falante Independente: é aquele que consegue manejar o idioma com o grau de fluência e independência necessário, sem tornar-se um esforço a comunicação com um interlocutor nativo. É capaz de compreender qualquer texto escrito, ainda que trate de aspectos técnicos, e dar sua opinião sobre temas da atualidade.
  • Nível C – Utilizador ou Falante Proficiente: é aquele que possui um nível de domínio da língua que lhe permite expressar-se de forma precisa enfatizando o significado dos conceitos. É capaz de compreender o que escuta ou lê sem esforço. Trata com fluência temas complexos sem que se note que está procurando a palavra adequada.

Até aqui você aprendeu o que é e quais são os níveis de proficiência do Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas (the CEFR levels), veja agora como ele se aplica na atualidade.

CEFR e a Era Digital

Mesmo sendo contemporâneo da Era Digital, o Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas foi concebido no início desse período de transformações, quando ainda não haviam sido nem cogitadas as interações que a tecnologia permite atualmente.

Assim, apesar da indiscutível conquista alcançada com a busca da padronização dos níveis de conhecimento das línguas nas quatro habilidades (ouvir, ler, falar e escrever), é necessário que ocorra um alinhamento com as novas tecnologias digitais, abrangendo, inclusive, a atual perspectiva da multimodalidade.

Há de se considerar, ainda, a delicada subjetividade na aplicação do CEFR.

O risco de haver contradições ou falsos pareceres na identificação do alcance das metas, aumenta a relevância de vincular a finalidade deste quadro à precisão que a tecnologia pode oferecer.

A tecnologia, aliada a metodologias ativas como a gamificação, e ao parâmetro do CEFR, são ótimos aliados para o ensino de inglês eficiente.

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