O professor e a tecnologia digital na sua prática educativa

A tecnologia pode substituir o professor? O que acontece com o papel do professor diante das novas tecnologias educacionais? É o que você vai descobrir neste artigo.

O professor e a tecnologia digital na sua prática educativa

A introdução das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem não se trata de modismo e isso já está mais do que comprovado. Com isso, os professores ganharam importantes aliados que podem ajudá-los a aprimorar a arte de ensinar.

O uso da internet e de ferramentas tecnológicas em sala de aula transformaram o cenário educacional, provocando uma notável mudança de paradigma.

O papel do professor foi ressignificado, o modo pelo qual os alunos aprendem mudou, barreiras foram derrubadas e novos obstáculos foram revelados.

Paralelamente ao que acontece na educação, observa-se outra relevante transformação na sociedade, refletindo essa nova realidade da Era Digital. Diversas profissões estão correndo verdadeiro risco de extinção, devido ao avanço tecnológico.

Será esse o caso dos professores? Afinal, como o professor deve lidar com a tecnologia digital na sua prática educativa? Qual o futuro dos professores?

É o que pretendemos responder neste artigo. Acompanhe nosso raciocínio e não deixe de ler até o final!

A tecnologia substitui o professor?
O professor e a tecnologia digital na sua prática educativa
O futuro dos professores: os desafios que vêm por aí

A tecnologia substitui o professor?

Esse é um questionamento pertinente na Nova Era. Afinal, são inúmeras as profissões ameaçadas pelo avanço da tecnologia, como se tornou comum noticiar atualmente.

Em contrapartida, sabe-se também que incontáveis novas profissões devem surgir nos próximos anos, decorrentes desse mesmo avanço. Logo, trata-se de uma situação que pode vir a ser equilibrada em algum momento no futuro.

Mas quanto aos professores? A tecnologia substitui o professor?

Bom, as notícias para esses profissionais são tranquilizadoras. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Oxford, intitulado: “O futuro do emprego: como os trabalhos são suscetíveis a informatização?”, os professores estão entre as profissões que correm os menores riscos de substituição.

Isso porque a adoção da tecnologia no processo de ensino não esvazia o papel do professor. Pelo contrário, dá novo significado e até mesmo aumenta a sua importância. Você já vai entender o porquê.

Há uma crença equivocada que, desde a introdução das novas tecnologias na educação, o professor estaria na lista de profissões ameaçadas. Isso se deve ao fato de que, antes dessa mudança de paradigma que aconteceu, o docente era tido como único detentor do conhecimento.

Apenas os professores dominavam os conteúdos e somente através deles é que se poderia ter acesso a tais conhecimentos. Ora, uma vez que agora, na Era Digital, a informação está disponível para qualquer pessoa com acesso à internet, surgiu a falsa ideia de que o professor deixaria de ser necessário.

Mas trata-se de flagrante engano pensar que, de alguma forma, o professor pode ser dispensável ao ensino. Isso porque a função desse agente educacional vai muito além da mera transmissão de informações, como você verá no próximo tópico.

Assim, a tecnologia não substitui o professor, pois ele é indispensável ao ensino. Com as transformações ocasionadas pela evolução tecnológica, o papel do professor passa também por uma significativa mudança, sem diminuir, contudo, a sua importância.

O professor e a tecnologia digital na sua prática educativa

Como dissemos no início deste artigo, o papel do professor foi ressignificado diante do novo paradigma social, no qual a tecnologia passou a fazer parte de todas as áreas das nossas vidas, inclusive na educação.

Diante dessa nova realidade, o professor foi compelido a adotar nova postura e comportamento, precisando rever suas metodologias de ensino e princípios pedagógicos.

Além de inserir novas ferramentas em suas aulas, ao professor também foi incumbida a missão de preparar os alunos para a nova realidade. Assim, junto com a função de transmissor de conhecimento, o professor passa a ser, neste novo contexto, mediador de conteúdos, curador, mentor e facilitador.

Isso porque os alunos precisam aprender a lidar com as informações a que têm acesso de forma crítica, significativa, reflexiva e ética. Somente dessa forma eles poderão exercer com plenitude seus papéis sociais e transformar essas ideias com as quais interagem em conhecimento.

Vale ainda mencionar que as tecnologias digitais apresentam uma enorme gama de possibilidades para a interação, comunicação, busca de informações, entretenimento e produção do conhecimento. Desse modo, é preciso repensar as formas de ensino para que se assegure, realmente, a aprendizagem dos alunos.

Mais do que uma mudança de mentalidade quanto ao seu papel, o professor precisa também buscar por formação continuada, a fim de estar preparado para os novos desafios ocasionados pela revolução tecnológica que vivemos. Sobre isso, falaremos mais adiante. Continue lendo!

É importante destacarmos aqui que a relação do professor e a tecnologia digital na sua prática educativa não pode se limitar a adoção de ferramentas, mantendo-se a mesma lógica de ensino tradicional.

Além disso, é preciso compreender que não se trata da adoção de novas metodologias e ferramentas em substituição total às até então utilizadas. Não é necessário a adoção de uma metodologia ou outra, uma ferramenta ou outra.

Pode-se combinar várias opções, substituindo-se o “ou” pelo “e”, em busca das melhores alternativas para o novo cenário e contexto de ensino.

Deve-se repensar metodologias, modelos educacionais, estratégias de ensino e, acima de tudo, compreender o novo perfil dos alunos e atuar de maneira significativa na vida deles, preparando-os para o futuro.

“O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola.” (Jean Piaget)

Vejamos agora os desafios a serem enfrentados no futuro dos professores.

O futuro dos professores: os desafios que vêm por aí

Agora que você sabe que o futuro dos professores existe e que a profissão não será substituída pela tecnologia, resta entender qual é o cenário que se espera para o futuro dos mesmos.

Como falamos, na Era da Educação 4.0 que vivemos, o professor teve que sair da função estática de transmissor de conhecimento, assumindo novos papéis no que tange à educação dos seus alunos.

Ele agora precisa ter uma atuação mais dinâmica e fluida, atuando como curador de conteúdos e mentor dos seus alunos, para guiá-los na busca pelo conhecimento.

Sabe-se que cada vez mais os professores deverão desenvolver nos alunos habilidades como pesquisa, comparação, compreensão, análise crítica e conexão de ideias. Eles devem também conscientizar os estudantes para o uso saudável dos recursos tecnológicos.

Ainda pode-se elencar entre as funções do professor na Nova Era o incentivo a autonomia do aluno para a aquisição de conhecimentos e a promoção de modelos de aprendizado que levem em conta características individuais dos estudantes.

Por fim, neste contexto do ensino digital, o professor deve estar preparado para lidar com conflitos emocionais e éticos que podem surgir, devido à impossibilidade de controlar as interações que os alunos realizarão na internet.

“O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.” (Jean Piaget)

Neste artigo você aprendeu sobre o professor e a tecnologia na sua prática educativa. Quer saber mais sobre o assunto? Assine nossa Newsletter e receba conteúdos como este em primeira mão!