Como dar aula de inglês para uma turma multinível e ter sucesso no ensino

Descubra como a tecnologia pode ajudar professores no desafio de dar aula de inglês para alunos com diferentes níveis de conhecimento da língua.

Como dar aula de inglês para uma turma multinível e ter sucesso no ensino

Dar aula de inglês em uma turma multinível é um desafio e tanto. Conciliar o ensino de pessoas com entendimentos tão diferentes sobre uma segunda língua pode parecer tarefa impossível.

Tal como nas outras disciplinas, o conhecimento desnivelado dentro de uma mesma turma é a regra na Era Digital, sendo um dos principais obstáculos ao ensino nos novos tempos.

Ao mesmo tempo em que a tecnologia se demonstra como uma das causas dessa diversidade de níveis de conhecimento em uma mesma turma, ela é também a solução.

Neste artigo você vai aprender como dar aula de inglês para uma turma multinível e como a tecnologia pode ajudar você nessa árdua missão. Boa leitura!

A origem do problema
Desafios do ensino de inglês em uma turma multinível
Como dar aula de inglês: tecnologia ou livro didático?

A origem do problema

Um dos principais desafios, tratando-se do ensino de inglês nas escolas regulares, é a diversidade de níveis de conhecimento dentro de uma mesma turma.

Quando foi definida a obrigatoriedade de ensinar a língua inglesa somente a partir do 6º ano do Ensino Fundamental II, na chamada Reforma do Ensino Médio, ficou legalmente instituído um dos principais motivos do fracasso no processo de ensino-aprendizagem de inglês no Brasil.

Como dar aula de inglês para uma turma multinível e passar o conteúdo necessário para a apropriação do idioma, diante de capacidades de compreensão tão distintas?

As políticas educacionais referentes às línguas estrangeiras têm avançado lentamente ao longo da história da educação no Brasil.

Apesar das numerosas evidências de que aprender inglês ainda na infância é mais eficiente, cabe ao gestor a decisão de inseri-la ou não no currículo dos primeiros anos do Ensino Fundamental.

Por não ser uma obrigatoriedade, mesmo diante do reconhecimento da necessidade do ensino de inglês, muitas escolas não a inserem no currículo, justamente pelo desafio que é o ensino do idioma.

Deste modo, o perfil dos alunos que ingressam ao Ensino Fundamental II é um verdadeiro mosaico, um retrato das desigualdades sociais, que escancara as diversas oportunidades de acesso a um ensino integral.

Enquanto crianças das classes de elite têm contato com a língua inglesa desde os primeiros anos de escola, uma imensa maioria nunca teve essa oportunidade. E é assim, nesse absoluto desconhecimento da língua, que chegam ao 6º ano.

Esse quadro prejudica o trabalho dos professores de inglês e o aprendizado dos alunos, ao passo que inviabiliza o processo de ensino-aprendizagem no modelo tradicional de ensino.

Entenda a seguir quais são os desafios para o ensino em uma turma multinível.

Desafios do ensino de inglês em uma turma multinível

Algumas escolas têm feito dessa realidade complexa, um projeto de ensino.

Elas defendem que a convivência de crianças ou jovens com diferentes níveis de conhecimento da língua inglesa, é proveitosa para o aprendizado, acreditando que isso estimula a capacidade comunicativa.

Estudando juntos, alunos de nível básico teriam a oportunidade de interagir com alunos de níveis mais avançados, o que provocaria um esforço maior em prol da comunicação.

Mas... será que, na prática, essa proposta se mostra positiva?

O que ocorre, dentro de uma sala de aula, quando sentam lado a lado alunos que já sabem inglês com outros que não conhecem nada dessa língua?

Não é difícil imaginar o inevitável surgimento de alguns conflitos decorrentes dessa mistura de alunos.

Vamos pensar juntos. Imagine um jovem desprovido de contato prévio com a língua inglesa. Ele nunca estudou nada de inglês. Agora, ele tem que partilhar do momento de estudo com jovens que praticamente dominam a língua.

É mais provável que essa situação estimule o aprendizado da língua ou provoque desânimo, constrangimento, inibição?

Retração, nervosismo, falta de autoconfiança, timidez, são emoções que certamente não fazem parte de um ambiente saudável para a promoção da aprendizagem.

Por outro lado, o aluno que tem um nível melhor de domínio do idioma também vai desanimar, ao ter que acompanhar as aulas em que o professor precisa se deter para ensinar as primeiras noções aos alunos que estão despreparados. Ele sentirá que está perdendo tempo.

Outro fator de grande peso no fracasso de abordagem às turmas multinível, é o tipo de metodologia adotada.

Livro didático, quadro e giz, o chamado método tradicional. Tão amplamente criticado de modo geral para todas as disciplinas, no que se refere ao ensino de uma segunda língua, tem um efeito avassalador.

A grande maioria das crianças chega à segunda etapa do ensino fundamental sem nenhum contato prévio com a língua inglesa.

A adoção do livro didático, regra quase absoluta no sistema educacional brasileiro, oferece poucas alternativas para a flexibilidade que diferentes níveis de conhecimento exigem.

O livro representa um verdadeiro guia para o professor, determinando conteúdo de ensino, objetivos de aprendizagem, habilidades linguísticas a serem priorizadas e as formas de avaliação.

Alguns professores questionam a organização do trabalho pedagógico proposto, fazem algumas adaptações, usam o material somente como fonte de inspiração. Suplementam atividades ou até mesmo as descartam.

Porém, uma grande maioria dos professores de inglês, pela própria limitação em sua formação, por insegurança em alterar a sequência proposta, ou até mesmo por imposição do estabelecimento de ensino, veem-se limitados a seguir à risca o que apresenta o livro.

Como dar aula de inglês e ter sucesso no processo de ensino-aprendizagem utilizando o mesmo instrumento de trabalho em um cenário tão irregular, com conhecimentos tão desiguais?

Além da dificuldade de compreensão do conteúdo do livro didático por parte dos alunos sem base alguma no idioma, outro fator complicador é que nos livros, trabalha-se um inglês formal, distanciado do coloquial, isto é, do que é falado na prática.

Pesquisas apontam que os alunos preferem as atividades que fogem ao mero uso do livro didático. Eles aproveitam mais quando são feitas dinâmicas, como tradução de músicas ou textos, promovidas conversas, ou propostos trabalhos envolvendo a cultura americana.

O que eles mais gostam é que, através dessas atividades, podem melhorar sua pronúncia e compreender a fala dos nativos.

As mesmas pesquisas demonstram também que a atividade menos apreciada pelos alunos é a de memorização de regras gramaticais e vocabulário, assim como ter que falar diante da turma, pois provoca constrangimento.

Lamentavelmente essa é a principal proposta do livro didático e, consequentemente, a realidade mais comum nas salas de aula brasileiras.

Como dar aula de inglês: tecnologia ou livro didático?

De forma diversa do que ocorre em centros de línguas, organizados por níveis de conhecimento, nas escolas regulares, alcançar isso é muito complexo e praticamente inviável.

Que opções a escola tem para dar aula de inglês para turmas multiníveis?

Se permanecer com o modelo que exclui uma grande parcela das crianças da aprendizagem, pela incompreensão do conteúdo, e outra grande porcentagem, pelo tédio da desmotivação, não estará promovendo uma aprendizagem eficaz.

É crucial o reconhecimento de que o modelo pedagógico deve ser substituído por outro que, além de atender à diversidade encontrada em sala de aula, promova um maior engajamento dos alunos, uma maior motivação.

Nesse cenário, a tecnologia surge como importante recurso, por permitir a flexibilidade e, também, fazer parte do universo jovem, conectado com o mundo através da internet, conquistando assim seu interesse e atenção.

O material didático online da Flexge é a solução completa para o ensino de inglês. Apoiada no ensino híbrido, trabalha com metodologias ativas e aprendizagem personalizada, em que cada aluno faz exercícios de acordo com seu nível de inglês.

Isso permite que, numa sala de aula com diferentes níveis de proficiência, os alunos possam receber o estímulo suficiente e adequado para ganharem confiança com o idioma.

Totalmente gamificada, e com uma avançada ferramenta de reconhecimento de voz, o aluno exercita sua fala desde o primeiro contato com a plataforma, estimulando as quatro habilidades linguísticas, com ênfase na fala e escuta.

Para preparar os jovens para um mercado de trabalho globalizado e exigente é necessário e urgente rever as práticas educacionais. A Flexge foi criada para atender às necessidades específicas dos estabelecimentos de ensino e de professores particulares, garantindo o sucesso na aprendizagem de inglês.

Assim, você não precisa mais se preocupar em como dar aula de inglês para uma turma multinível: agora você pode contar com um material online que atende cada aluno, de acordo com o seu nível de inglês.

Entre para nossa lista de e-mails! Cadastre-se no formulário abaixo e receba nossas novidades.