Educação Inclusiva e o Ensino de Inglês

Entenda a diferença entre Educação Inclusiva e Educação especial, conheça sua importância, princípios e veja como ensinar inglês de forma inclusiva.

Educação Inclusiva e o Ensino de Inglês

Professor, o que você entende por educação inclusiva?

Muito mais do que garantir a escolarização de pessoas com deficiência (PcD), a educação inclusiva propõe a inserção de PcDs no ambiente escolar, convivendo com todos os alunos.

O ensino de inglês deve fazer parte dessa educação inclusiva, afinal, o uso dessa língua está cada dia mais presente, sendo fundamental para uma participação social em nível global.

Para que o aluno PcD tenha sucesso na aquisição da segunda língua, é necessário que exista um empenho diferenciado na forma de ensinar.

Mas como ensinar inglês de maneira inclusiva? É o que você vai descobrir neste artigo!

Continue lendo para entender o que é educação inclusiva, como é a educação inclusiva no Brasil e como você pode ensinar inglês para PcDs. Leia com muita atenção!

Educação inclusiva: o que é?
Qual é a diferença entre educação inclusiva e educação especial?
Princípios da educação inclusiva
Educação inclusiva no Brasil
Educação inclusiva no ensino de inglês

Educação inclusiva: o que é?

Educação inclusiva significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. Com isso, não se pretende negar as dificuldades dos estudantes, mas tratar as diferenças não como um problema, e sim como diversidade.

A educação inclusiva favorece a diversidade. Dessa forma, não se pretende anular essas diferenças, mas conviver com elas, adaptando-se às diversas situações e necessidades dos alunos.

Mesmo porque, algumas dessas diferenças interferem de maneira significativa no processo de aprendizagem e não podem ser desconsideradas pelo professor e instituição.

É necessário que a escola adote uma atitude educativa específica como a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos.

A educação inclusiva propõe igualdade nas possibilidades de escolarização, diferenciando-se da educação especial. Entenda a diferença entre educação especial e educação inclusiva a seguir.

Qual é a diferença entre educação inclusiva e educação especial?

Embora estejam relacionadas, os conceitos de educação inclusiva e educação especial não devem ser confundidos.

Enquanto a educação especial se trata de uma abordagem de ensino direcionada para o desenvolvimento de indivíduos com algum tipo de dificuldade de aprendizagem ou deficiência (física, intelectual, auditiva, visual etc.), a educação inclusiva é um processo educativo e social.

Na educação inclusiva, promover a aprendizagem é tão importante quanto possibilitar a convivência com pessoas de todos os tipos.

Assim, a diferença entre educação especial e inclusiva é que a primeira visa o atendimento especializado ao aluno e seu público-alvo são os alunos com algum tipo de deficiência.

Já a segunda (educação inclusiva) é uma educação voltada para a formação completa e livre de preconceitos que reconhece as diferenças e dá a elas seu devido valor e o público-alvo são todos os alunos e sociedade.

5 Princípios da educação inclusiva

A educação inclusiva é pautada em 5 princípios que sintetizam o porquê desta iniciativa e reforçam a sua importância.

Os 5 princípios da educação inclusiva são:

1. Toda pessoa tem o direito de acesso à educação

2. Toda pessoa aprende

3. O processo de aprendizagem de cada pessoa é singular

4. O convívio no ambiente escolar comum beneficia todos

5. A educação inclusiva diz respeito a todos

Agora que você já sabe o que é educação inclusiva, entende a diferença entre ela e a educação especial e conhece os seus princípios, veja como está a situação da educação inclusiva no Brasil.

Educação inclusiva no Brasil

A educação inclusiva no Brasil tem avançado nos últimos anos, como demonstram algumas pesquisas.

De acordo com a Agência Brasil, com base em dados do Inep, entre 2014 e 2018 houve um aumento de 33,2% no número de matrículas de alunos com deficiência, sendo que 92,1% do total estão incluídos em classes comuns.

Por outro lado, segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2019, somente 44,2% das escolas urbanas são acessíveis para pessoas com mobilidade reduzida e na zona rural esse número cai para 17,9%.

Ainda, somente 31,5% das escolas urbanas possuem salas de recursos multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado (AEE) e na zona rural esse percentual é ainda menor, caindo para 16,1% conforme o mesmo Anuário.

A educação inclusiva no Brasil encontra vários obstáculos, como:

  • escassez de recursos financeiros para investir em adaptações e equipamentos;
  • falta de preparo da comunidade;
  • quantidade insuficiente de professores capacitados.

Avançamos rumo a uma educação inclusiva a passos lentos e precisamos acelerar esse ritmo. Todos nós do ecossistema educacional (professores, coordenadores, comunidade e empresas de educação) podemos fazer nossa parte para contribuir com essa causa.

Veja a seguir o que você como professor de inglês pode fazer por uma educação mais inclusiva. Continue lendo!

Educação inclusiva no ensino de inglês

O ensino de uma segunda língua deve ser encorajado como uma forma de ajudar no desenvolvimento do estudante PcD, uma vez que estimula a neuroplasticidade e traz a satisfação em aprender algo novo.

Ensinar uma pessoa com deficiência requer adequações e adaptações. Como professor, você precisa respeitar o nível e o tempo de cada um. Mas tenha certeza de que a satisfação em obter sucesso ao ensinar inglês para um aluno com necessidades educacionais especiais será muito maior do que o esforço despendido.

Tratando-se do ensino regular, em uma sala de aula, o ensino colaborativo (também chamado de co-ensino ou bidocência) tem sido muito eficaz no que se refere à inclusão.

O que caracteriza essa metodologia é o ter dois professores dentro da sala de aula avaliando e trabalhando com os alunos.

É importante que um dos professores acompanhe o aluno com deficiência, atento à necessidade de promover o desenvolvimento individualizado em um contexto coletivo.

Esse professor de educação especial deve, preferencialmente, circular por toda a sala e interagir com toda a turma, não demonstrando exclusividade do aluno deficiente, para que isso não acabe gerando a exclusão dele.

Como professor, para facilitar a educação inclusiva, você pode tomar algumas medidas como trabalhar com atividades adaptadas com o uso de imagens, por exemplo.

Isso pode auxiliar também o aluno que estava com dificuldades no assunto, principalmente se tratando de uma segunda língua, em que muitos estudantes sem necessidades educacionais especiais também encontram dificuldades.

Outra opção de inclusão são os trabalhos feitos em duplas, porque incentivam a autonomia e socialização dos alunos de forma ampla.

Como você viu até aqui, a educação inclusiva ainda precisa ser muito discutida e desenvolvida para que as pessoas com deficiência possam ter igualdade de condições quanto ao desenvolvimento educacional.

Você concorda com a gente? Comenta aqui neste artigo sua opinião sobre educação inclusiva. Faça parte deste debate!

Aproveite para se inscrever na nossa newsletter e receber nossos artigos no seu e-mail. Até a próxima!

Fique por dentro das novidades!

Assine nossa newsletter e receba novos
conteúdos do Blog no seu e-mail.